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Brasil x Camarões é um jogo de risco’, diz diretor de segurança da Fifa

 Para o diretor de segurança da Fifa e chefe da entidade para o combate à manipulação de resultados, o jogo da próxima segunda-feira entre Brasil e Camarões, em Brasília, tem mais riscos do que os de abertura, contra a Croácia, e da final da Copa do Mundo. Ralf Mutschke disse, há pouco, no Maracanã, que todos os jogos do Mundial são acompanhados pela equipe do Sistema de Detecção Prévia (EAS, da sigla em inglês) e explicou as razões do cuidado.

- Olhamos todos os critérios para apontar um nível de risco maior do que o jogo de abertura e o da final. É um jogo mais vulnerável porque implica em classificação, diferença de gols, envolvendo uma seleção já eliminada - explicou.

Mutschke disse que a equipe do EWS discutiu sobre os resultados de Camarões e o comportamento dos jogadores, inclusive com o Grupo de Estudos Técnicos da Fifa (TSG, da sigla em inglês), que faz os relatórios técnicos e táticos da Copa do Mundo. Ele admitiu que a seleção africana teve conflitos por premiação, brigas durante o jogo com o México, mas negou a existência de uma investigação em curso.

- Temos uma hotline para denúncias de árbitros e jogadores. Nenhum registro foi feito durante a Copa do Mundo, até o momento - acrescentou.

Mutschke disse ainda que o futebol é um esporte ameaçado pelos fraudadores.

- O futebol está sendo ameaçado pela manipulação, pelo crime organizado. Eles (os criminosos) tentam se infiltrar. É importante proteger a integridade e a credibilidade do jogo. Os jogadores, além de artistas, são vítimas - justificou.

Ex-policial da Interpol com 33 anos de experiência em investigações de crimes internacionais, Mutschke informou que a Fifa assinou um contrato de dez anos com a Interpol para trabalhar conjuntamente no combate à manipulação e à fraude. Em apenas dois anos no cargo, 192 das 209 federações nacionais filiadas à Fifa nas seis confederações continentais já receberam cursos, folhetos explicativos e orientação. Só no Brasil, este ano, aconteceram três reuniões prévias antes da Copa do Mundo com os chefes de segurança das 32 seleções participantes do megaevento.

- Estabelecemos essa estratégia de tolerância zero. Estamos examinando cada denúncia de manipulação de resultados.

A maior dificuldade, segundo o dirigente, é a legislação de um sem número de países que ainda não prevê punição na área criminal. Perguntado pelo GLOBO se conhecia o escândalo da Máfia do Apito, que, em 2005, anulou apenas 11 jogos do Campeonato Brasileiro da Série A de um total de 40 contaminados, ele respondeu.

- Há cada vez mais gente do crime organizado infiltrada e tentando fraudar os resultados do futebol porque não há risco de prisão para eles. A legislação de muitos países não prevê. Há muitas pessoas tentando fraudar o mercado de apostas porque a punição penal muitas vezes não acontece - reclamou. - Por isso, aumenta a responsabilidade de cada federação, cada confederação e associação membra (da Fifa). Precisamos educar as federações para que digam não à manipulação.

O sistema de combate à manipulação é feito de análises com base em ações de inteligência, jogadores, partidas de alto risco e árbitros. Há o monitoramento de apostas em tempo real pela EWS (Early Warning System), com exame forense de padrões de apostas suspeitas. Até o TSG colabora com análises em tempo real sobre táticas e comportamento anormal de jogadores.

- Quando algo é observado, discutimos entre nós os comportamentos e decidimos se devemos apresentar alguma denúncia - acrescentou Mutschke.

De 15 de maio a 11 de junho (véspera da abertura da Copa), 89 partidas internacionais foram analisadas pelo grupo que faz parte do EWS e nenhuma, segundo Mutschke, apresentou comportamento anormal dentro de campo ou no mercado de apostas:
- Eu penso que não haver indícios de alguma movimentação (anormal) não significa que não hajam situações que pareçam bizarras, estranhas. Sempre acompanhamos os indícios e podemos dar uma olhada mais de perto - concluiu. 



 O Globo
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