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Policiais militares suspeitos pela
morte do menino Juan estão presos, diz PM

Indiciados foram encaminhados para o hospital para corpo de delito
Gabriela Pacheco e André Paino, do R7 | 21/07/2011 às 18h18
Divulgação
juan
Garoto sumiu no dia 20 de junho e corpo foi achado dez dias depois
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Os quatro policiais militares indiciados por suspeita de participação na morte do menino Juan, 11 anos, receberam o mandado de prisão na tarde desta quinta-feira (21), de acordo com a assessoria da Polícia Militar. Eles foram encaminhados para o Hospital da Polícia Militar, no Estácio, região central, e depois serão encaminhados para a unidade prisional da PM, em Benfica, na zona norte.
A ordem de prisão foi entregue ao oficial de Justiça no início da tarde desta quinta. O advogado dos suspeitos, Edson Ferreira, informou que, nesta quinta-feira, os policiais se apresentaram para trabalhar no local, onde passaram a atuar após serem afastados das atividades policiais no 20º BPM (Mesquita).
De acordo com o juiz, o mandado tem duração de 30 dias e pode ser prorrogado, caso as investigações apontem a necessidade de mais explicações. Após a expedição do mandado, o advogado dos PMs informou que só deve se manifestar sobre se vai recorrer da prisão na sexta-feira (22).
Na noite de quarta-feira (20), o juiz decretou a prisão temporária dos quatro PMs, alegando que “já existe prova da existência do crime e que há fortes indícios de autoria”. No despacho em que justifica a decisão, o magistrado considera que a prisão temporária dos policiais é importante, porque a liberdade dos PMs provoca temor em vítimas e testemunhas, “capazes de trazer elementos para a elucidação dos fatos”.
O juiz explica que muitas pessoas deixam de prestar depoimento ou falam sobre o caso sem se identificar e lembra que vítimas e familiares de Juan foram incluídos em programa de proteção a testemunhas. Márcio Alexandre considera a prisão dos PMs essencial para o bom curso das investigações, que ainda não foram concluídas, e pondera: “se o próprio corpo como prova pôde ser manipulado, o que dirá de outras provas".
Por fim, o magistrado pede que os policiais Isaías Souza do Carmo, Edilberto Barros do Nascimento, Ubirani Soares e Rubens da Silva permaneçam separados dos demais detentos enquanto estiverem presos.
O advogado alega que os quatro policiais são inocentes. Ele afirmou que todos vão se entregar assim que receberem a ordem judicial.
Sobre o caso:

O corpo de Juan foi encontrado dez dias depois da ação na comunidade Danon, às margens do rio Botas, em Belford Roxo, também na Baixada Fluminense.

As investigações para apurar quem matou o menino estão colocando em lados opostos as polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro. As duas instituições defendem versões diferentes para o mesmo crime.

Em depoimento, os policiais militares, investigados pela morte de Juan, disseram que teria havido intenso confronto com traficantes na favela, mas peritos não encontraram indícios de troca de tiros na direção onde os PMs estavam posicionados.

A perícia de local não detectou vestígio de cápsulas ou qualquer marca de perfuração que provasse que tiros foram disparados na direção dos PMs.

No dia 9 de julho, policiais fizeram a reconstituição do crime, com a participação dos policiais suspeitos.
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