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20 Jul 12h11

A VIDA COMO ELA É

O grande Nelson Rodrigues podia ser meio direitão, conservador, reacionário e rancoroso até, o que queiram, mas era gênio de verdade. Começou a ver a vida como ela é como repórter de polícia no jornal que pertencia ao pai.
Foi ali, entre um assalto na Lapa e uma traição com fim trágico em Copacabana, que ele percebeu de um jeito prático que é preciso escancarar as mazelas da sociedade para tentar melhorar essa sociedade. Um espelho para refletir o que temos de pior.
A descoberta iria permear a obra do dramaturgo, craque em jogar na cara da gente a violência mais gratuita, a sordidez mais nojenta e a decadência moral mais degradante que fazem parte do nosso cotidiano.
Mas o fato é que a gente chegou num ponto que nem o grande Nelson deve ter imaginado. As tais mazelas se repetem tanto e tão intensamente que nem temos tempo para nos chocarmos com uma barbárie porque outra está a caminho.
Por exemplo: o caso do Porsche. Estamos falando do alucinado que bateu a 150 quilômetros por hora no carro de uma advogada que morreu na hora... ou da história da gangue que segue donos de carros de luxo e assaltou um empresário em plena luz do dia?
E quando falamos na tragédia das pedras atiradas em carros? É o caso da moça de São Bernardo, no ABC paulista... ou da mulher grávida atingida na linha vermelha, no Rio?
E se a conversa for sobre os assaltos a ônibus flagrados por câmeras de segurança, a coisa mais fácil vai ser confundir as agressões do motorista que quase foi esganado durante ataque de menores no Guarujá, litoral paulista, com as sofridas por outro motorista, este de Belo Horizonte, que foi agredido com uma telha, também por menor de idade, em assalto que rendeu R$ 80.

Ah: ia esquecendo do tiroteio dentro de um busão, no Rio, que acabou com cinco feridos, um deles em estado grave, caso de um passageiro baleado na cabeça. O que eu quero dizer é que os crimes se repetem com uma regularidade de meter medo, mas que nem por isso podemos cair na armadilha de banalizar a maldade. Todo crime deve ser repudiado, como também deveria ser castigado.


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19 Jul 06h00

INIMIGO DE INFÂNCIA

Kennedy de Jesus tinha só 17 anos quando morreu. Ele foi assassinado por um amigo de infância, ou melhor, um inimigo de infância, de modo sórdido. O sujeito se aproveitou da confiança do rapaz e tentou drogá-lo com um coquetel conhecido como "Boa Noite Cinderela". Só que Kennedy acabou morrendo de overdose dois dias depois de ter sido rendido nas vizinhanças da casa onde morava, na Zona Leste de São Paulo.
Mesmo assim, os algozes do rapaz telefonaram para a família e exigiram resgate de R$ 200 mil, que não foi pago. O corpo de Kennedy, que era filho único, foi descartado como lixo e ele acabou enterrado como indigente. Só foi descoberto agora, mais de duas semanas depois do crime. O pai dele, José Roberto, com quem conversei na Cidade Alerta, ficou chocado quando soube que o "inimigo de infância" era o assassino. Afinal, além da amizade antiga, o algoz do garoto também havia sido aluno na academia de ginástica de José Roberto e frequentava a casa da mãe do pequeno empresário, a quem chamava de "vó"!
O que chama a atenção nesse caso é a proximidade do assassino com a vítima, o que aumenta o nível de sordidez e crueldade, mas não chega a surpreender. Na verdade, a maior parte dos casos de sequestro tem envolvimento de conhecidos e até parentes, seja na ação direta, seja no fornecimento de informações e detalhes que facilitem o crime. Por isso, todo o cuidado é pouco quando o assunto é a segurança de nossos filhos, esposas, maridos. Mas aí eu pergunto: como desconfiar de quem é considerado "da família"? Como esperar que um parente vá ajudar a sequestrar alguém do próprio sangue?
Se a gente não puder confiar nem em quem frequenta a nossa casa e faz parte das nossas vidas, então é porque estamos atingindo um estágio de desprezo aos valores morais que faz pensar. Se amizade não vale mais nada, se parentes tramam contra parentes e se a família, base da sociedade, é totalmente desvalorizada, então é porque estamos perdendo a guerra contra o mal. Me ajuda aí!
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